17.4.08

O Ouro-Negro e Carajás

(A Crise Mundial do Ferro de 2008)


Nova Bréscia, 1º/04/2401.

Fragmento de jornal de 300 anos encontrado por acaso, quase intacto, descreve como o Brasil se tornou a maior potência mundial através do controle absoluto do seus maiores produtos: o ferro de Carajás e o petróleo do mar. Abaixo está o trecho encontrado:


“...em 1973 os árabes do Oriente Médio se deram conta que o mundo era movimentado pelo petróleo, produto que eles tinham em grande quantidade e sem concorrência. Reuniram-se e tomaram as rédeas do controle duplicando o preço do seu produto. O mundo estarrecido não tinha como negociar e se submeteu. A partir dali era a OPEP que mandaria no petróleo e poderia parar a produção, parando assim o mundo, o que ninguém podia admitir.
Em 2008 o Brasil encontrou as maiores jazidas petrolíferas deste milênio em suas águas oceânicas. Foi justamente na extração da imensa quantidade de óleo que se deram conta os técnicos que tinha o Brasil um produto mais importante (na verdade fundamental) do que o petróleo: o ferro de Carajás. Os brasileiros perceberam que sem o ferro o petróleo não poderia ser extraído nem transportado pelo mundo, e também não haveriam veículos para serem movidos. Se o petróleo movia a mundo, era o ferro que tornava o uso do petróleo importante.
E o que o Brasil mais tinha além do petróleo era ferro. Era o maior produtor mundial e com reservas estimadas em mais de 200 anos, no ritmo das coisas. Percebeu isso, também, a partir do interesse que o local onde as reservas de minério de ferro estavam despertava no mundo capitalista de então. Sob alegações de interesses ecológicos, todo o mundo voltava os olhos para a Amazônia, desejando a internacionalização da área. Os interesses na verdade eram econômicos (como sempre) que financiavam todo o tipo de manifestação sobre o assunto.
Foi então que o governo brasileiro tomou as rédeas do controle do seu produto. Criou o Ministério do Ferro para cuidar do assunto exclusivamente com técnicos especializados que desenvolveu uma estratégia de total domínio da situação. Começou com a paralisação da produção por um dia, como alerta para o mundo. No outro dia o preço do ferro estava majorado em 100%, sem direito a negociação.
Foi estabelecida uma estratégia de redução gradual da produção que aumentou a expectativa de viabilidade da jazida de 200 para mais de 400 anos, ao mesmo tempo que aumentava o preço de venda do produto no mercado externo. Assim o Brasil em pouco tempo se tornou a potência que conhecemos hoje, dominando toda a economia mundial e exportando o “jeito brasileiro de ser”.
À medida que o Brasil foi passando a líder das nações, o mundo foi ficando menos militarista e muito mais cordial. Se temos hoje um mundo mais tranqüilo de se viver é.................”


Fonte revista “A Máquina do Tempo”2401.

2 comentários:

Lu Pimentel disse...

Olá Professor Manoel ,passei pra agradecer as palavras deixadas por vc em meu blog...e me perdoe a demora em responde -lo ultimamente meu tempo tem sido um tanto escasso , mas sempre que possivel estarei passando pelo seu blog para fazer uma visita...disse que temos algo em comum mas não definiu o que seria exatamente? caso queira falar comigo tenho um e mail pessoal só amigos utilizam se quiser pode enviar e mail para esse tá...que é lupimentel3@hotmail.com

P.S. por favor apague o comentario depois q me add...um abraço e boa semana. Lu Pimentel

SOS Miséria disse...

Olá professor gaúcho da minha terrinha, sou da capital e fazem mais de 20 anos que por lá não ando. Quando vejo um gaúcho nos blogues venho dar o meu abraço.
Muito bom um blog do professor. Temos muito que aprender com vc.
Abraço.
Alda